Cientista bocaiuvense é campeã no Carnaval de Belô

A ala de Bocaiuva mostrou alegria e muito samba no pé na escola campeã do grupo B de Belo Horizonte

Fonte: Rádio Clube Bocaiuva

Estreante nos desfiles, a Grêmio Recreativo Escola de Samba Raio de Sol, de Venda Nova, foi a campeã do grupo B do Carnaval de Belo Horizonte (MG) deste ano, e, consequentemente, conseguiu o acesso para o grupo especial para 2020. A referida escola homenageou Diva Moreira, cientista política e militante das causas negras.

Diva Moreira (ao alto) se divertiu junto ao público pela “Raio de Sol”

Natural de Bocaiuva (MG), ela, que deixou a cidade ainda na meninice para se aventurar nos grandes centros, participou dos desfiles deste ano como integrante da Raio de Sol.

Uma ala formada por bocaiuvenses ligadas a área cultural participou dos desfiles pela Raio de Sol, na noite da terça-feira(5).

O título foi muito comemorado por Buda Borges, do Departamento Municipal de Cultura, e que integrou a ala de Bocaiuva. Além disso, ele agradeceu a Diva pela receptividade e acolhimento a todos na casa dela, na capital.

O ilustre bocaiuvense deputado Patrus Ananias, do PT, que também desfilou na Escola Raio de Sol, ajudou no custeio das despesas de transporte e alimentação para os componentes da equipe de Bocaiuva.

Diva viveu a infância em Bocaiuva

De família carente, Diva Moreira (foto) teve uma infância de sofrimentos. Ela nasceu em Bocaiuva (MG), após a viuvez da mãe. E, segundo ela, por ser negra, sofreu muito com o preconceito da época.

Na ocasião, a elite se achava dominante da cidade, e detestava a convivência com os pobres e negros.

Um dos exemplos desse preconceito era o fato das pessoas desta classe e raça serem impedidos de entrarem no Bocaiuva Clube, locais dos grandes bailes nos idos de 60 e 70.

Por essas adversidades da infância, Diva começou a se envolver politicamente, em defesa dos menos favorecidos e pela igualdade nos comportamentos da sociedade.

Aos 4 anos de idade deixou Bocaiuva e seguiu passos para Belo Horizonte, onde, no ginásio escolar, antes do Golpe de 1964, se envolveu com as questões sociais políticas, a fim de ajudar na construção da cidadania e fraternidade para todos.

Ela conheceu o marxismo na Igreja Católica e, assim, entrou para o Partido Comunista. Militou em movimentos sindicais e de bairro, em Belo Horizonte, para onde se dirigiu após a infância em Bocaiuva.

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