Gilvan evita falar sobre política e se preocupa com imagem do Cruzeiro

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Fonte: O Tempo

Apesar de não entrar no mérito de comentar a respeito dos seis membros do Conselho Deliberativo do Cruzeiro que viraram alvo dos desdobramentos da Operação Lava Jato, o presidente da Raposa, Gilvan de Pinho Tavares, disse que gostaria que todos eles pudessem sair dessa com a “ficha limpa”. Para o mandatário celeste, isso seria importante para que tais membros do clube não sujassem suas respectivas imagens e também não manchassem – direta ou indiretamente – a agremiação.

“Vimos que há envolvimento de pessoas que de alguma forma estão ligadas ao Cruzeiro. Mas eu não gostaria de falar sobre essas pessoas porque não conheço efetivamente o processo. Não posso falar bem ou mal. Sou procurador do Estado aposentado. Fui advogado a vida inteira. Sempre tive o nome enaltecido como pessoa séria e correta. E respeito as pessoas. Não tenho nada contra a pessoa dele (Zezé Perrella, senador e ex-presidente do Cruzeiro). Nunca ninguém viu na imprensa mineira eu falar do comportamento dele (Zezé). Ele, porém, veio falar inverdades sobre orçamento no Cruzeiro, um orçamento que tinha superávit. Espero que ninguém do Cruzeiro tenha o nome manchado, porque eu, particularmente, não sou assim”, afirmou Gilvan.

“Estamos todos chocados. Não tenho raiva, nem rancor das pessoas, minha religião não permite isso, nem faço juízo antecipado. Por favor, peço que não me perguntem sobre isso (questões políticas). Espero que eles (conselheiros denunciados) se saiam bem, porque temos que preservar muito o nome do Cruzeiro. Embora nenhum deles esteja em cargos no Cruzeiro. Que possam limpar o nome deles. Não posso falar se estão envolvidos ou não. Gostaria de não me manifestar muito mais sobre isso”, completou.

Em seguida, Gilvan questionado sobre o quanto esse cenário interfere nas eleições presidenciais do clube no fim do ano. Novamente, pediu para não falar muito a respeito.

“Não gostaria de falar de política interna no Cruzeiro. Não sou dono da verdade ou da política do Cruzeiro. Somos muitos companheiros, pessoas valorosas. Pessoas que lutaram sempre muito pelo clube. Qualquer decisão que seja tomada será por colegiado, por muitas pessoas. Muita gente queria conversar comigo ontem (quarta-feira), dentre essas pessoas, conselheiros e torcedores. Mas eu tinha que conciliar o sono para dormir e cedo e dar conta das minhas atividades de hoje. Há movimentos, sim, mas vamos abafar isso. Não tomaremos nenhuma decisão de forma precipitada”, comentou.

Porém, ele ressalta que os conselheiros do clube precisam estar com “ficha limpa”. “No estatuto do Cruzeiro, exige ficha limpa. Torço para que nosso ex-presidente (Zezé) tenha ficha limpa e seja companheiro no clube e tenha todo direito de se candidatar. Estou torcendo, na pureza da alma, e o farei na missa das 7h de domingo. Vou estar rezando para que saiam dessa de forma limpa”, disse.

Foram denunciados os seguidos conselheiros do Cruzeiro: Zezé Perrella (PMDB), ex-presidente do clube e parte dos Conselheiros Beneméritos, Aécio Neves (PSDB), Conselheiro Nato, Mendherson Souza Lima, assessor parlamentar de Zezé Perrella e Conselheiro Nato, Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio e Conselheiro Nato, Gustavo Perrella, filho de Zezé Perrella e Conselheiro Nato, Euler Nogueira Mendes, Conselheiro Nato.

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