Novo 10 do Coelho, Ruy revela papo com Adilson e cuidado especial contra lesões

Gol do América-MG! Ruy abre o placar em cobrança de pênalti aos 38 do 1º tempo

Gol do América-MG! Ruy abre o placar em cobrança de pênalti aos 38 do 1º tempo

Fonte: Globo Esporte

Desde a chegada do técnico Adilson Batista, o time do América-MG venceu Internacional e Santos, subindo sete posições na tabela do Campeonato Brasileiro. E um dos principais nomes desse Coelho sob novo comando é o meia Ruy.

Titular nos dois jogos com Adilson, Ruy deu uma assistência e marcou um gol, sendo responsável direto pelas vitórias sobre o Colorado e o Peixe, por 2 a 1 e 1 a 0, respectivamente. Essa boa fase do meia reaparece após um primeiro semestre difícil.

Ruy foi um dos principais nomes do América-MG no time que conquistou o título da Série B de 2017, quando esteve no clube emprestado pelo Coritiba. O time paranaense exigiu o retorno dele em dezembro do ano passado, mas reemprestou ao Coelho em março deste ano. O meia encontrou em Belo Horizonte uma equipe já montada, com Serginho em ótima fase. Mas, com a venda do então camisa 10 para o Japão e a chegada de Adilson Batista, Ruy teve a primeira oportunidade como titular, quatro meses depois. Em entrevista ao GloboEsporte.com, o agora camisa 10 revela que o novo treinador teve uma conversa em particular com ele para passar confiança.

– Quando o Adilson chegou, ele teve uma conversa muito rápida com todo o grupo, expôs o que achava que a equipe tinha que melhorar e os pensamentos dele de jogo. Depois, teve uma conversa comigo, muito tranquila, me passando confiança e segurança. Falou que sabia do meu potencial, que já me conhecia há um bom tempo e que era pra eu fazer o que sabia de melhor. Me deu confiança demais. Ainda bem que pude ajudar ele e a equipe a conseguir uma semana muito boa depois de um resultado que a gente não esperava contra o Paraná.

Ruy foi um dos principais nomes do América-MG na Série B do ano passado (Foto: Mourão Panda / América)

Ruy foi um dos principais nomes do América-MG na Série B do ano passado (Foto: Mourão Panda / América)

No ano passado, apesar dos bons números que acumulou na Série B – seis gols em 22 jogos –, ele teve alguns problemas musculares. O meia revela que faz um trabalho especial contra lesões desde o ano passado e que, mesmo com o pequeno número de partidas que fez no primeiro semestre, recebe cuidados especiais do departamento médico alviverde.

– Ano passado eu tive algumas lesões, principalmente na panturrilha. E desde o ano passado eu tinha um trabalho especial de fortalecimento. Este ano também. Mesmo sem atuar muito no primeiro semestre o pessoal da parte física sempre me deu muita atenção para prevenir as lesões. E agora é a questão da falta de ritmo. Meu último jogo como titular foi em março, pelo Coritiba, e peguei dois jogos seguidos e intensos, então é difícil. Mas com o passar dos jogos, vou ficar melhor, mantendo essa parte de prevenção. E agradeço demais pela atenção especial que tiveram comigo. Espero ter uma sequência boa até o final do ano, livre de lesões.

Longo tempo sem ser titular

– Eu fiz um excelente ano de 2017, mas voltei e encontrei um time praticamente formado e com o Serginho, que estava vivendo um momento muito bom. Aí eu procurei fazer o que eu sempre faço, que é trabalhar na minha, calado, quieto, respeitando a opção do treinador. Fiz isso pra poder estar preparado quando surgisse a oportunidade e, agora, com a chegada do Adilson, ganhei essa oportunidade e coloquei em prática o que vinha trabalhando.

Boa fase

– Estou muito feliz. Depois de um bom tempo sem jogar eu pude voltar ajudando a equipe, na quinta com uma assistência e ontem com um gol. Mas estou muito mais feliz pelo resultado, porque era importantíssimo. Foi uma semana muito boa para o Ruy, mas melhor ainda para o América.

Estilo Adilson

– É até complicado falar sobre mudanças, porque talvez as pessoas possam até entender que tinha alguma coisa errada antes, mas não tinha. A gente estava fazendo coisas boas, mas, infelizmente, fazíamos no treino e não conseguíamos impor isso no jogo. O Adilson pediu pra a gente ter muita concentração na parte da marcação e explorar o que nosso grupo tinha de qualidade, que é a velocidade pelas beiradas. Foi mais isso mesmo. Depositou muita confiança, nos deixou muito tranquilo, mas sempre respeitando a formação tática, com todo mundo comprometido com o América.

Esquema com três volantes

– Na verdade, eu quero é jogar. Mas, se for dessa maneira (mais solto), é melhor. Estou mais próximo do gol, sendo a primeira pessoa a dar combate e a pessoa responsável por puxar os contra-ataques. Eu acho que o Adilson trabalha, muito com estratégia. Estuda muito o adversário, então, a cada partida ele tem uma estratégia. Contra o Inter, por exemplo, entramos agressivos, marcando forte, e fomos felizes com dois gols no primeiro tempo. Já contra o Santos ele montou uma estratégia diferente, onde a gente esperou o time do Santos e, quando tivesse a oportunidade, era pra aproveitar. Com estratégias diferentes nós ganhamos os dois jogos.

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