Fonte: Clube 91,5 FM
Uma equipe composta pelos vereadores Adalberto Fernandes, Nézio Leite e Beto Ferreira esteve, nesta semana, na Barragem da Caatinga, no distrito de Engenheiro Dolabela, na zona rural de Bocaiuva (MG).
Na ocasião, eles foram verificar “in loco” a situação da represa, após o esvaziamento realizado pelo INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, no início deste mês.
O diretor do SAAE – Serviço Autônomo de Água e Esgoto, de Bocaiuva, Lélio Vieira, também acompanhou os parlamentares.
A informação de que o Incra estaria apoiado em decisão judicial para fazer o esvaziamento da barragem não é compartilhada pelo vereador Adalberto Fernandes, que, tem interpretação diferente do que propôs a Justiça.
Conforme o parlamentar, “desde 2017 que o Incra pratica o descomissionamento da represa e, de lá pra cá, foram muitas reuniões para fosse evitado isso, com a posição da Justiça de que fossem feitos reparos naquela estrutura.”
Adalberto ressaltou que nada foi realizado neste sentido, e, ainda segundo ele, decisão interlocutora da justiça propôs que o Incra, como órgão responsável pela Barragem da Caatinga, fizesse algumas manobras para monitorar a represa por precaução e segurança.
O vereador disse também que “não vê risco grande de um desastre ambiental”. Informou que, na verdade, o Incra quer é transferir o poder da Barragem.
Para Adalberto, é inadmissível extinguir a maior represa de água do Norte de Minas dentro de uma região que sofre com a seca.
Prefeitura de Bocaiuva tenta judicialmente impedir extinção de Barragem
A prefeita Marisa Alves, do MDB, informou que está acionando a Justiça para embargar a ação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), que iniciou, no dia 12 deste mês, o esvaziamento da Represa da Caatinga.
A prefeita informou que, não tem conhecimento se o INCRA está fazendo esse esvaziamento por via judicial, uma vez que, de acordo com ela, a Prefeitura não foi notificada.
Outra medida tomada pela prefeitura foi acionar o Comitê da Bacia Hidrográfica do Pacui e Jequitaí.
O INCRA justifica sua ação, no fato de temer uma ruptura da Barragem com a chegada do período de chuvas, embasado em um relatório de vistoria técnica de órgãos ambientais, feito em janeiro deste ano.