Desdobramento ‘Malebolge’: desvios de recursos públicos cometidos por empresários indiciados em Araxá ultrapassa R$ 90 mil, diz Polícia Civil

Fonte: G1 Triângulo e Alto Paranaíba

Os valores desviados pelos oito empresários indiciados pela Polícia Civil em Araxá, por lavagem de dinheiro, associação criminosa, peculato e desvio de recursos públicos é de R$ 93.200. A informação foi repassada pelo delegado Renato de Alcino Vieira em coletiva de imprensa nesta terça-feira (6).

A ação é um dos desdobramentos da Operação “Malebolge”, que desarticulou esquemas de fraude em contratos entre a Prefeitura e empresários do ramo de transporte escolar no município. Nesta fase, a Polícia Civil investigou um esquema de desvios de recursos públicos por meio de entidades do terceiro setor voltadas à assistência de deficientes físicos.

“Quando fizemos a primeira fase da operação encontramos algumas notas fiscais emitidas pelas empresas envolvidas nas fraudes, que envolvia a prestação de serviço por meio de van. A partir dessas notas fiscais identificamos que eram notas emitidas para uma entidade do terceiro setor e identificamos que essa empresa, efetivamente, não prestou serviços a essas entidades”, destacou o delegado.

Ainda segundo Alcino, após a descoberta desta situação a Polícia teve indícios que as notas fiscais que envolviam toda a negociação eram falsas, uma vez que o serviço final não havia sido prestado.

Operação desarticulou esquemas de fraude em contratos entre a Prefeitura e empresários do município no ramo de transporte escolar. Nesta fase, oito pessoas foram indiciadas por desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, associação criminosa e peculato.

G1 entrou e contato com a Prefeitura para saber se gostaria de se posicionar, mas até a última atualização desta matéria não teve retorno.

Investigações

As investigações apuraram que pessoas ligadas à associação de deficientes, que não teve o nome divulgado, receberam recursos públicos e duas empresas, que atuavam no segmento de transportes, emitiram notas ideologicamente falsas.

“Quando fomos buscas as informações nestas entidades, descobrimos que as notas haviam sido usadas na prestação de contas feita a Prefeitura Municipal de Araxá, uma vez que os recursos utilizados naqueles supostos pagamentos de serviços eram decorrentes do fundo municipal do idoso”, afirmou o delegado.

Conforme a Polícia Civil, ainda durante as investigações, houve um processo de acordo de “colaboração premiada” com alguns dos investigados que admitiram a fraude e confessaram que emitiam as notas sem que o serviço fosse de fato prestado. Eles admitiram a emissão de cheques para pessoas ligadas à entidade e eram essas quem faziam os saques.

“A Polícia Civil com todo cuidado necessário fez uma prospecção na contabilidade dessa entidade de terceiro setor e a partir daí, não encontramos nenhum elemento de que estes recursos tenham voltado para a citada entidade, que já atua em Araxá há muito tempo”, acrescentou Alcino.

Operação ‘Malebolge’

A “Malebolge”, que teve início em agosto de 2020, é responsável por desarticular esquemas que fraudavam contratos entre a Prefeitura e empresários do município no ramo de transporte escolar por meio de vans, além de descobrir ações de desvio e lavagem de dinheiro no âmbito da administração pública.

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