Homem é indiciado por estupro após mulher ver conversas pornográficas entre ele e o filho dela nas redes sociais

Fonte: G1 Grande Minas

Um homem foi indiciado por estupro de vulnerável após a mãe de um adolescente procurar pela Polícia Civil ao encontrar conversas de conteúdo pornográfico entre ele e o filho dela. O investigado trabalhava como terapeuta em uma clínica de reabilitação em Montes Claros (MG). Ele está preso.

Segundo as informações do delegado Diego Carvalho, a mulher notou mudanças no comportamento e na rotina do menor, de 13 anos. A partir disso, decidiu verificar as redes sociais dele.

“O inquérito foi instaurado a partir do momento em que a mãe compareceu à delegacia narrando que ele estava mantendo contato seu filho e enviando mensagens de cunho pornográfico”, fala.

Em depoimento à polícia, o suspeito, de 35 anos, confirmou a troca de mensagens com a vítima, mas negou que tenha enviado conteúdo pornográfico.

Prometia presentes em troca de fotos

O delegado explica que foi feito um trabalho minucioso de perícia para analisar as conversas e os arquivos trocados entre o adolescente e o homem. Fotos de nudez e pornografia foram encontradas no material.

“Ele não era da rede de amizade e nem da rede familiar da vítima. As conversas foram iniciadas e esse contato foi se intensificando. Inicialmente, ele age no intuito de ganhar a amizade e a confiança da vítima. Depois disso, parte para as conversas de cunho erótico.”

Ainda conforme o delegado Diego Carvalho, o suspeito chegava a prometer presentes para que eles se encontrassem e para que o menor enviasse fotos de nudez.

Delegado instaurou inquérito depois que a mãe do menor procurou pela Polícia Civil em Montes Claros (MG). Suspeito trabalhava em uma clínica de reabilitação na cidade e está preso. Em depoimento, ele afirma que manteve conversas com o adolescente, mas nega o envio de conteúdo pornográfico.

“Ele prometia computador, videogame e dizia que iria levá-lo em lugares com piscina, onde ele iria gostar de conhecer.”

Apesar dos pedidos do suspeito, a vítima não o conheceu pessoalmente e também não enviou fotos.

“Diante das provas colhidas ficou comprovado que, mesmo sem ter ocorrido contato físico entre eles, o crime de estupro de vulnerável estava devidamente caracterizado nos autos.”

Prisão

No decorrer das investigações, a Polícia Civil representou pela prisão temporária do homem, que fugiu de Montes Claros ao suspeitar que poderia ser punido. Ele foi preso em Patos de Minas (MG), no dia 7 de agosto, já na condição de foragido da Justiça.

No decorrer da investigação, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão no local onde ele trabalhava. Além disso, a PCMG também fez oitivas de testemunhas e levantou a vida pregressa dele.

Os policiais descobriram que o homem é natural de João Pinheiro (MG) e não tinha familiares em Montes Claros. Ele morava na clínica onde trabalhava. Apesar de nunca ter sido responsabilizado por nenhum crime, o suspeito foi qualificado em um boletim de ocorrência registrado em 2019, que narra que ele tentou manter relações sexuais com menores.

“Esse é um caso que deve servir de exemplo para outras mães e pais. Fiquem atentos ao comportamento de seus filhos e saibam com quem eles conversam. Esse inquérito foi instaurado a partir dos fatos narrados por uma mãe, se não fosse por isso, talvez esse caso não chegaria ao conhecimento da Polícia Civil.”

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